Estou a momentos de completar 19 anos. E nesta altura, deu-me vontade de fazer uma espécie de balanço da minha vida. Apetece-me pensar se atingi tanto quanto queria nesta altura da vida.
Sempre fui uma criatura de hábitos e de regras. Odeio desordem. Portanto, logicamente, sempre fui planeando e definindo ao longo dos anos, aquilo que eu queria para a minha vida. Fui delineando um projecto, com alguns objectivos para a vida. Acho que tem de ser assim. Acho que temos de definir uma lista de coisas que desejamos almejar e depois ir lutando por elas até conseguir. Eu penso assim. E eu tenho a minha lista de coisas bem definida.
Para esta altura da vida, não desejaria muito. Com 19 anos queria estar na universidade a estudar para conseguir arranjar um emprego que me fizesse feliz e que me permitisse sustentar a mim próprio e á minha família no futuro. Desejava ter carta de condução, para poder ser o mais independente possível, para me deslocar para onde quisesse e quando quisesse. E obviamente queria ter alguém na minha vida que pudesse chamar de pessoa importante.
A verdade é que consegui fazer quase tudo o que almejei para esta idade. Tirei a minha carta de condução no início do ano, estou a um passo de entrar na universidade, para Setembro já lá devo estar. E quanto ao campo do amor, aí excedeu-me completamente as expectativas. Por muitos problemas que tive a esse nível, nunca desisti. Nunca parei de lutar para encontrar aquela pessoa que faz tudo valer a pena. E há um mês, mais coisa menos coisa, encontrei-a. Há coisas que surgem tão por acaso e tão fortuitamente que até parece estranho. Eu sempre disse que não há ninguém perfeito, mas que somos perfeitos pelo menos para uma pessoa na vida. E ela é completamente perfeita para mim. Tem as suas qualidades e defeitos como qualquer pessoa, mas são essas qualidades e defeitos que fazem quem ela é. Eu amo tudo o que ela tem para dar, o feitio dela, a maneira como me trata, a forma física. Tudo. Se eu mudava algum aspecto nela? Não, nem pensar. Tudo o que ela faz e todos os defeitos e qualidades fazem dela o que ela é, e eu amo-a por tudo o que ela é. Ela é sem sombra de dúvidas a pessoa mais parecida comigo que eu contactei alguma vez na vida. Mesmo naquelas coisas que acho que sou é que sou assim, ela é igual. A espera valeu a pena e eu estou feliz como nunca estive na minha vida. Se me dissessem para pedir um desejo, pediria para manter tudo como está neste momento. Eu gosto muito de olhar para a frente e imaginar o que vou fazer e como vou estar no futuro, mas sempre que faço isso, não consigo deixar de a imaginar a meu lado. Quando imagino o meu futuro, isso passa invariavelmente por ela.
E até posso começar a pensar no que quero atingir atá aos meus 30. Acho que nessa altura já vou querer estar casado. Gostava de ter um emprego sólido e seguro que me permitisse ser feliz naquilo que faço, mas atá mais do que isso, um emprego que me permita estabilidade para dar tudo o que é preciso á minha família. Quero continuar com ela a meu lado, ter dois filhos, um menino e uma menina, e viver numa casa só minha e ser feliz ao lado deles. Se eu conseguir atingir isto entre os meus 30/40 anos, considero que atingi praticamente todos os meus objectivos para a vida. E digo praticamente, porque nunca devemos parar de sonhar. Nunca devemos parar de escrever na lista dos sonhos. Tem de haver sempre mais alguma coisa, senão não vale a pena andarmos aqui. Eu considero esse o sentido da vida.
"O sentido da vida consiste no seguinte: em que não há sentido algum em dizer que a vida não tem sentido." (Niels Bohr)
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